O tangará-falso é uma ave passeriforme da família Pipridae.
Seu nome científico significa: do (grego) kheir = mão; e xiphos, xiphidion = espada, punhal, sabre; e do (latim) pareola = diminutivo de parus = título equivalente a pequeno rei, príncipe. ⇒ Príncipe das asas de sabre.
Mede entre 12 e 12,5 centímetros de comprimento e pesa entre 17 e 24,5 gramas.
O macho é preto com a coroa vermelha ou amarela (subespécie regina que ocorre na amazônia oriental) e o dorso azul. O bico é cinza-azulado. Uma pequena crista preta pode ser encontrada entre o bico e a coroa. Os tarsos e pés são alaranjados. Os machos, reunidos em dupla, apresentam um complexo comportamento de corte.
A fêmea se distingue pelo bico cinza-azulado, tarsos e pés amarelados e por apresentar uma nítida auréola de penas claras ao redor dos olhos.
Os imaturos apresentam plumagem semelhante a plumagem das fêmeas. Entretanto os jovens machos próximos da maturidade apresentam penas vermelhas na coroa e com o passar do tempo adquirem progressivamente as penas azuis do dorso e pretas da face, pescoço, asas, cauda, uropígio e região ventral.
Possui quatro subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Alimenta-se de pequenas frutas, insetos, vermes e até aranhas.
A fêmea costuma botar 2 ovos que são chocados por 18 dias. Os filhotes saem do ninho após 20 dias.
Vive no interior de matas primárias e secundárias abaixo de 500 metros de altitude.Na época do acasalamento podemos vê-lo se exibindo para as fêmeas executando uma espécie de “dança do acasalamento” onde ouvimos desde estalos, grunhidos parecendo porcos, onde 2 ou 3 machos pulam ordenadamente um por cima do outro, isso tudo com olhar da fêmea, que parece não se contagiar pelo espetáculo. Isso tudo acontece em um galho curvado e liso habitual dos mesmos.Essa foi uma cena presenciada por mim no mês de setembro na Flona do Tapajós na comunidade de Jamaraquá. Observei também que o macho, mesmo sendo imaturo participava dessa dança.
Presente do Rio Grande do Norte, Ceará ao Espírito Santo e na Amazônia salvo partes da bacia do rio Negro.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: